o quebra… o bate… o cospe… o maltrata…

Aquela coisa de sempre… música… poesia… bebida… mulheres… tecnologia… enfim… os motores do mundo.

23  04 2008

Minha personalidade

Uma amiga comentou que havia feito um tipo de teste de personalidade e me passou o link. Eu costumo fazer coisas assim levado pelo mesmo tipo de curiosidade indiferente que me faz parar numa praça e me deixar levar pelos truques mágicos ou habilidades acrobáticas do artista… Seja como for, resolvi fazer o tal teste, e descobri que, segundo os autores, eu teria um tipo de personalidade visionária, ou qualquer coisa que o valha.. hmm… Será? :)

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22  04 2008

O Grito

21  04 2008

O beijo

19  04 2008

Friday I’m in love

Tá… hoje nem é sexta-feira… mas e daí? É uma das músicas favoritas de uma das bandas tristes de que mais gosto… Essa coisa das possibilidades de um final de tarde / início de noite de uma sexta-feira quando se está amando é encandadora.

I don’t care if Monday’s blue
Tuesday’s grey and Wednesday too
Thursday I don’t care about you
it’s Friday I’m in love

Monday you can fall apart
Tuesday Wednesday break my heart
Thursday doesn’t even start
it’s Friday I’m in love

Saturday wait
and Sunday always comes too late
but Friday never hesitate

I don’t care if Monday’s black
Tuesday Wednesday heart attack
Thursday never looking back

it’s Friday I’m in love

Monday you can hold your head
Tuesday Wednesday stay in bed
Oh Thursday watch the walls instead

it’s Friday I’m in love

Saturday wait
and Sunday always comes too late
but Friday never hesitate

dressed up to the eyes
it’s a wonderful surprise
to see your shoes and your spirits rise
throwing out your frown
and just smiling at the sound
and as sleek as a shriek
spinning round and round
always take a big bite
it’s such a gorgeous sight
to see you eat in the middle of the night
you can never get enough
enough of this stuff

it’s Friday
I’m in love


18  04 2008

Dogtanian and the three Muskehounds

Dogtanian and the Three Muskehounds

Sempre lembro com muito saudosismo de minha infância, vivida em plenos anos 80 aqui em Salvador. Eram tardes de uma simplicidade ingênua, e ficávamos eu e meu irmão, com os respectivos copos de suco ou Nescau, biscoitos e o inseparável video-game (os trintões com certeza lembrarão do Atari, com aqueles joguinhos que exigiam uma enorme dose de criatividade infantil para imaginar robôs, heróis e seres mitológicos quando tudo que havia no monitor eram enormes pixels disformes…) brigando, estapeando-nos e discordando, pelo puro prazer da disputa, até da cor do céu.

Creio que foi nessa época também que começaram a se popularizar os programas de auditório tendo à frente tias e tios (era a época dos saudosos Daniel Azulay, com seus bonequinhos de pano e brinquedos montados na hora, que faziam a gurizada deixar loucos os pais atrás de tesouras, barbantes, caixas plásticas de ovos e afins; bem como da Tia Arilma - esta só exibida aqui na Bahia, acho - com sua distribuição de revistinhas da Disney e chapéus do Mickey. Eu mesmo era um dos que mataria por um daqueles chapéus!). Era uma época em que, se bem me lembro, ainda não tinham surgido loiras gostosas com vozes chatas e shorts curtos que tinham por hábito dar beliscões em meninos nos bastidores…

Pois foi justo nessas tardes de tv em casa que comecei a assistir D’Artagnan. Acho que não tem muita gente que lembre, já que é provavelmente um daqueles desenhos que caíram no limbo do esquecimento junto com Cacá (este último só passava aqui na Bahia, aliás), mas que me marcou muito e deixou muitas saudades. Dogtanian é baseado livremente no livro do Alexandre Dumas, e conta a história do protagonista, com sua chegada a Paris, o encontro com os mosqueteiros de sua - lá dele - majestade, e as intrigas do Cardeal Richelieu em suas eternas tentativas de tomar o poder. O mais divertido é que quase todos os personagens eram cães (acho que só Milady era uma gata). O próprio Dogtanian tem todo o estilo de um vira-latas, daqueles invocados, bem propensos a uma boa briga, mas leal até a morte! Já Athos, cheio de uma nobreza tradicionalista, é um representado por um mastiff (acho) enquanto Rochefort, vilão mesquinho por natureza, tem uma cara de fuinha. A musiquinha é daquelas vinhetas que me marcaram tanto que mesmo tanto tempo depois ainda lembro-a de cor… Outro detalhe interessante é que o desenho procurou manter-se fiel a um dos traços do livro que mais me agrada: a lealdade e cavalheirismo um tanto cafonas que fazem com que nobres duelem até a morte pela honra de donzelas, que por sua vez suspiram em segredo por galantes gentis-homens.

Encontrei por puro acaso na Internet a série inteira, e obviamente baixei-a. Fiquei sabendo também que foi lançada uma continuação, mas que não chegou a fazer muito sucesso. Chama-se O Retorno de Dogtanian, e é baseada no livro do Dumas que se seguiu aos Três Mosqueteiros, chamado O Visconde de Bragelonne.

Eis alguns links interessantes:

Dogtanian.net

Dogtanian na Wikipedia

Vinheta em português

Vinheta em inglês


16  04 2008

Rap das Armas

Estava escutando hoje a trilha sonora do filme Tropa de Elite e notei uma coisa. O intérprete da música que abre o álbum (cujo sugestivo título é Rap das Armas e cuja letra é uma clara apologia ao armamento além de um desafio aberto às forças policiais) começa a cantar com um sonoro grito de “Fé em deus!!”. Não deixa de haver certa ironia em se imaginar a religiosidade de um sujeito cuja música, apesar das qualidades óbvias (o modo como ele canta numa linguagem simples a realidade de seu dia-a-dia), desfia um verdadeiro - sem trocadilho - rosário de armas, ações policiais, tiros pro alto, quebra-quebra, etc.

Estendendo um pouco mais o raciocínio, eu já havia percebido nos noticiários na tv em que são exibidas aquelas gravações de flagras de conversas por telefone e em filmes (que suponho serem cópia fiel, senão da realidade que se propõem retratar, pelo menos do vocabulário das personagens) chefes de quadrilhas e seus subordinados cheios de Fé em deus, mano, vá em paz e que tais. Isso tudo, obviamente, portando ostensivamente uma dessas armas de uso exclusivo das forças armadas cujo potencial de destruição é o de um pequeno exército. O sujeito entra numa comunidade, subjuga-a toda pelo medo, tem sabe-se lá quantas mortes nas costas, recria a seu modo a estrutura do estado (provendo inclusive esta mesma comunidade de suas necessidades básicas, sendo alçado à condição deturpada de benfeitor) e considera a si mesmo e a sua gangue (como fazem questão de frisar os rappers em geral) como guerreiros de deus, injustiçados (!?) pela polícia e pela imprensa. Não creio que seja possível desassociar a violência das expressões culturais de certos lugares, como o Rio de Janeiro por exemplo. A estrutura do tráfico já está tão inserida no tecido social que passa de anomalia a parte integrante e constante da sociedade. E se é assim, por quê não associar também a religiosidade do cidadão dito de bem que sai de casa para trabalhar à do bandido que dita as regras e coordena as ações das bocas?

A propósito de Rap das Armas… O rapper termina-a desejando paz a todos. Engraçado… paz a todos… A paz dos mortos?


13  04 2008

Combate

Carlos Drummond de Andrade

Nem eu posso com Deus nem pode ele comigo.
Essa peleja é vã, essa luta no escuro
entre mim e seu nome.
Não me persegue Deus no dia claro.
Arma, à noite, emboscadas.
Enredo-me, debato-me, invectivo
e me liberto, escalavrado.
De manhã, à hora do café, sou eu quem desafia.
Volta-me as costas, sequer me escuta,
e o dia não é creditado a nenhum dos contendores.

Deus golpeia à traição.
Também uso para com ele táticas covardes.
E o vencedor (se vencedor houver) não sentirá prazer
pela vitória equívoca.

Alguma poesia


12  04 2008

Aconteceu…

Deliciosa demais a sensação da descoberta… esta avidez por sorver mais… e mais… e perceber cada pequeno detalhe… Parece que o mundo abre-se sob novo prisma, e os sentidos ficam todos tão mais receptivos. Pois é… Acabo de descobrir a Cristina Branco.

Aconteceu quando a gente não esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar
Aconteceu diferente das histórias

Que os romances e a memória
Têm costume de contar

Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Aconteceu sem um raio de luar
O nosso amor foi chegando de mansinho
Se espalhou devagarinho
Foi ficando até ficar

Aconteceu sem que o mundo agradecesse
Sem que rosas florescessem
Sem um canto de louvor
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama
Só o tempo fez a cama
Como em todo grande amor


10  04 2008

A Colômbia de Ingrid Betancourt

Ingrid Betancourt

Foi a este ponto que chegamos? Que tipo de ideal, por mais louvável que seja, vale isto?

Postado originalmente no Defenderoquadrado.


04 2008

Eu, desempregado

Charlie Chaplin

Após quase 6 anos trabalhando na mesma empresa, fui demitido semana passada. Num desses processos de fusão entre instituições, tão comuns em tempos de economia globalizada e em que os resquícios de identificação, objetivos e direcionamentos sócio-filosóficos que porventura cada uma delas pudesse ter acabam perdendo-se um pouco em meio à lógica feroz do capital, que com sua assepsia niveladora e padronizadora tende a tudo assimilar acabei preferindo, por este ou aquele motivo, procurar outros caminhos pra minha vida.

A questão é que estou, após um enorme e constante período de atividade, em casa. Não deixa de ser uma sensação esquisita que, acostumado que sempre fui desde a adolescência a “estar produtivo”, me pegue agora pensando sobre o modo deturpado como eu talvez esteja conceituando produtividade; como qualquer coisa que remeta de certo modo a Carlitos, a um daqueles teóricos da teorias da administração do início do século passado, ou pior (e mais simbólico ainda), a um enorme, barulhento e azeitado conjunto de engrenagens em funcionamento.

Como ainda não tive tempo pra assimilar completamente minha nova situação, creio que somente lá pelo meio da semana que vem eu me pegue receando o desconhecido… por agora, me tem deliciado dum modo que eu não esperava coisas as mais simples, como por exemplo o fato de não ter rotina ou horário algum a seguir. Acordar sem ter de antecipadamente planejar o dia enquanto dou a rápida olhada no relógio é um deleite dos mais agradáveis, e já me percebi observando com olhar um pouco mais clínico do que o que seria de imaginar em alguém com meu temperamento pequenas coisas em casa que precisam ser feitas. Nos ítens “por fazer” já limpei meu aquário… pus certa ordem em meu quarto… estou organizando livros que pretendia ler desde sempre,.. venho ainda focando uma linguagem de programação com a qual pretendo trabalhar logo logo… refazendo contatos de trabalho… assistindo episódios de Anos Incríveis que ainda não tinha visto… dedicando-me à cachorrinha… a ver a tarde chegar pela janela do meu quarto (e é incrível como, morando neste mesmo lugar há tanto tempo eu não tivesse a mínima idéia de como que era o entardecer visto do meu quarto!), e mais outro tanto de pequenas coisas a uma primeira vista “desinteressantes”, mas ainda assim parte importantíssima neste processo de ócio criativo ao qual venho me dedicando.

Sobre o que vem pela frente eu não tenho a mínima idéia… afinal, é completamente nova pra mim a experiência de não ter emprego formal. Seja lá como for, vamos ver se consigo manter as engrenagens funcionais… Quem sabe se não encontro, no bem no meio deste intervalo entre “não fazer nada” e “arranjar novo trabalho”, o segredo do moto-perpétuo?


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