Acabo de ler no Estadão uma matéria que me chamou bastante a atenção. O excelentíssimo dr. Ari Pargendler, no uso de suas atribuições de presidente do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, demitiu o estagiário Marco Paulo dos Santos (24 anos). Até aí, nada demais… chefes demitem estagiários todos os dias.
As circunstâncias em que a demissão ocorreu é que são dignas, no mínimo, de um sentimento mudo de decepção que faz pensar: “Droga… será que depois de tanta água rolar, ainda é assim que as coisas funcionam?” Depois de lida a matéria, não dá pra não fazer algumas considerações ingênuas:
- Fabiane Cadete é definitivamente uma dessas brasileiras que nos faz ter algum orgulho dessa gente comum e íntegra que se vê na rua no dia-a-dia.
- O dr. Ari Pargendler, ao contrário, remete a tudo que de mais mesquinho ainda há em nossa sociedade.
- Será que para a ministra Ellen Gracie o fato de manter relações de amizade com o nosso dr. Ari é fator impeditivo de julgamento de caráter? Ou seja: por serem amigos, a atitude dele é menos passível de recriminação?
- Correndo o risco de perder completamente a razão, uns tapas bem dados na autoridade ali tão bem representada não lavariam a muito bem lavadas as almas tanto de Marco Paulo quanto de cada um desses desconhecidos que passaram e passam por situações vexatórias similares o tempo todo nessa vida?
- Vai acabar tudo em pizza?
Quem é doido de dar o tapa?
Merecer, merece… Mas…