o quebra… o bate… o cospe… o maltrata…

Aquela coisa de sempre… música… poesia… bebida… mulheres… tecnologia… enfim… os motores do mundo.

18  04 2008

Dogtanian and the three Muskehounds

Dogtanian and the Three Muskehounds

Sempre lembro com muito saudosismo de minha infância, vivida em plenos anos 80 aqui em Salvador. Eram tardes de uma simplicidade ingênua, e ficávamos eu e meu irmão, com os respectivos copos de suco ou Nescau, biscoitos e o inseparável video-game (os trintões com certeza lembrarão do Atari, com aqueles joguinhos que exigiam uma enorme dose de criatividade infantil para imaginar robôs, heróis e seres mitológicos quando tudo que havia no monitor eram enormes pixels disformes…) brigando, estapeando-nos e discordando, pelo puro prazer da disputa, até da cor do céu.

Creio que foi nessa época também que começaram a se popularizar os programas de auditório tendo à frente tias e tios (era a época dos saudosos Daniel Azulay, com seus bonequinhos de pano e brinquedos montados na hora, que faziam a gurizada deixar loucos os pais atrás de tesouras, barbantes, caixas plásticas de ovos e afins; bem como da Tia Arilma - esta só exibida aqui na Bahia, acho - com sua distribuição de revistinhas da Disney e chapéus do Mickey. Eu mesmo era um dos que mataria por um daqueles chapéus!). Era uma época em que, se bem me lembro, ainda não tinham surgido loiras gostosas com vozes chatas e shorts curtos que tinham por hábito dar beliscões em meninos nos bastidores…

Pois foi justo nessas tardes de tv em casa que comecei a assistir D’Artagnan. Acho que não tem muita gente que lembre, já que é provavelmente um daqueles desenhos que caíram no limbo do esquecimento junto com Cacá (este último só passava aqui na Bahia, aliás), mas que me marcou muito e deixou muitas saudades. Dogtanian é baseado livremente no livro do Alexandre Dumas, e conta a história do protagonista, com sua chegada a Paris, o encontro com os mosqueteiros de sua - lá dele - majestade, e as intrigas do Cardeal Richelieu em suas eternas tentativas de tomar o poder. O mais divertido é que quase todos os personagens eram cães (acho que só Milady era uma gata). O próprio Dogtanian tem todo o estilo de um vira-latas, daqueles invocados, bem propensos a uma boa briga, mas leal até a morte! Já Athos, cheio de uma nobreza tradicionalista, é um representado por um mastiff (acho) enquanto Rochefort, vilão mesquinho por natureza, tem uma cara de fuinha. A musiquinha é daquelas vinhetas que me marcaram tanto que mesmo tanto tempo depois ainda lembro-a de cor… Outro detalhe interessante é que o desenho procurou manter-se fiel a um dos traços do livro que mais me agrada: a lealdade e cavalheirismo um tanto cafonas que fazem com que nobres duelem até a morte pela honra de donzelas, que por sua vez suspiram em segredo por galantes gentis-homens.

Encontrei por puro acaso na Internet a série inteira, e obviamente baixei-a. Fiquei sabendo também que foi lançada uma continuação, mas que não chegou a fazer muito sucesso. Chama-se O Retorno de Dogtanian, e é baseada no livro do Dumas que se seguiu aos Três Mosqueteiros, chamado O Visconde de Bragelonne.

Eis alguns links interessantes:

Dogtanian.net

Dogtanian na Wikipedia

Vinheta em português

Vinheta em inglês


One Response to “Dogtanian and the three Muskehounds”

  1. Meu camarada, também sou um trintão e gostaria de saber onde vc baixou o dogtanian, achei apenas alguns episódios, em inglês mesmo serve…

    Abraço.

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